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September 6th, 2009 by Marcos V.

Está se tornando uma tradição por aqui que eu apresente as estatísticas sobre internet, navegação, sites de busca, etc… Pois bem, para não fugir à regra, vamos aods dados da pesquisa da comScore sobre os sites de busca mais acessados da internet.

O que mais chama a atenção não é a liderança do Google, disso todo o mundo já sabe, mas que empresa californiana ampliou essa liderança, com um crescimento de 58% na comparação entre julho de 2008 e julho de 2009. Enquanto isso o mercado global de buscas aumentou em 41% e chegou à incrível marca de 113 bilhões de buscas por mês!

Outros sites que se saíram bem no período foram o Bing, a nova ofensiva da Microsoft contra o Google, o Yandex, site líder em buscas na Rússia, e o Ask.com. Entre os grandões, o único negativo continua sendo a AOL, em seu longo e derradeiro percurso rumo ao anonimato. Decepção também para os números do Yahoo!, crescimento de apenas 2% enquanto o mercado aumentou 41% é um resultado pra lá de ruim.

Abaixo, os dados da pesquisa. Ao ler, não se esqueça que as buscas estão em milhões, o que significa que o Google em julho de 2009 realizou 76,6 Bilhões de buscas…

ranking dos sites de busca

ranking dos sites de busca

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August 30th, 2009 by Marcos V.

O assunto do momento entre os “mídias”, nome auto-dado a quem estuda comunicação, publicidade, etc… é uma pesquisa da Price Waterhouse que constatou que 62% dos internautas estão dispostos a pagar por conteúdo online. Alguns grandes jornais, como o Sunday Times, segundo o próprio dono do jornal, o bilionário australiano Ropert Murdoch, cogita cobrar pela informação em seu novo site. O Washington Post nunca saiu desse modelo, seu site foi, ainda é e deve permanecer cobrando pelo acesso. o The New York Times, já foi pago, virou gratuito e cogita voltar a ser pago.

No Brasil
Por aqui os três maiores jornais impressos do país seguem o mesmo modelo de negócio.
O Estado de São Paulo
adota o modelo mesclado, cobra pelo acesso a algumas notícias e editoriais  em seu site (apenas notícias da vesão impressa e ao custo de R$ 29,90/mensais), mas com acesso livre para assinantes da versão impressa.
A Folha de São Paulo também segue essa linha, os assinantes da versão impressa ou do UOL (o controle acionário do portal é do Grupo Folha) podem ler as notícias da versão impressa, os demais internautas apenas da versão online.
E finalmente O Globo, cobra R$ 35,90 pela versão digital. Nos três casos, o assinante também possui acesso ao “histórico” do jornal.
Um modelo diferente foi o da Editora Abril para a revista semanal Veja, o acesso online à edição atual é restrito aos assinantes, todo o resto, incluindo o arquivo de edições, está liberado.

Quem vai bem com o modelo pago?
Até agora, quem vai bem com o modelo pago são os sites que fornecem informações muito valiosas a poucos usuários. Dois dos exemplos mais famosos são a Bloomberg e o The Wall Street Journal. Mas é interessante notar que boa parte do conteúdo de noticiário está liberado. O que é (bem) pago são entrevistas, análises e, claro, as informações do mercado financeiro, especialidade das duas instituições. Pelas últimas informações liberadas pelos controladores, os dois negócios vão muito bem, obrigado, mesmo nesse período de crise internacional.

Por que insistir no pago?
Os grandes grupos de informação dizem que não é possível fornecer um material de alta qualidade apenas com a receita publicitária. Segundo eles, o custo de obtenção da informação (jornalistas, viagens, equipamentos, backoffice, etc…) é muito alto, proibitivo mesmo, tornando a operação inviável.

Sinceramente, isso é muito estranho. Certamente não existe nenhuma operação de internet é mais cara que o Google. Acredita-se que o  líder absoluto das buscas na internet possua centenas de milhares de pequenos servidores e links na casa dos terabits. São milhares de funcionários e boa parte deles dedicados apenas às inovações de amanhã, ou seja, muita gente trabalhando em algo que possivelmente nunca irá pro ar. Então como sobrevive e obtem seus gordos lucros? O Google, e também o Yahoo! foram capazes de montar eficientes sistemas para a venda de anúncios online. Curiosamente os dois sites são especialistas nos opostos do espectro de anúncios: o Google tem a frente no varejão e o Yahoo! nos anúncios Premium.

Além dos dois há muitas outras redes de anúncios surgindo e se estabelecendo, todas apostando em conteúdo gratuito, afinal, é esse tipo que fornece o maior número de visitas, consequentemente o maior número de cliques e renda. Pra quem não sabe, nessa modalidade de negócio (geralmente) a anunciante só paga quando seu anúncio é clicado, e o veículo, que pode ser um blog como esse, só recebe nessa mesma situação, quando o anúncio é clicado.

Conclusão
A conclusão com maior probabilidade de estar correta é que estamos em um momento de transição do modelo de arrecadação com anúncios, e quem não entender o novo mecanismo ficará pra trás, quem sabe até lidando com o fim do próprio negócio. É muito cômodo aos grandes grupos dizer que não é viável viver apenas de propaganda (quando sabemos que sim, é possível, ou ninguém mais lembra que a TV aberta SEMPRE viveu apenas disso?) . Mais difícil e provavelmente mais eficiente a longo prazo, seria construir parcerias e equipes de vendas mais agressivas e/ou sintonizadas com os novos tempos.

Apenas como nota final, muito se diz que os blogs não seriam competição para os “jornaizões” por não terem equipe ou buscarem a notícia no lugar real. Cada vez menos verdadeira essa visão, há vários blogs com equipes PAGAS e até mesmo enviados. É como disse, apenas são mais enxutos nos custos e eficientes na hora de vender seus espaços  publicitários.

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